PNEUS INSERVÍVEIS NO BRASIL
LOGÍSTICA REVERSA
LEGISLAÇÃO AMBIENTAL DOS PNEUS
Dentre os resíduos sólidos produzidos pela população, os pneus ocupam um papel de destaque na discussão dos impactos sanitários e ambientais pelo prejuízo causado devido à sua disposição incorreta. Os pneus inservíveis descartados de forma errada contribuem para entupimentos de redes de águas pluviais, poluição de rios, enchentes, além disso, ocupam um enorme volume nos aterros sanitários. Pilhas de pneus podem ser fonte de substâncias nocivas em caso de incêndio, sendo que a queima descontrolada desse material libera gases tóxicos.
Como forma de prevenir a geração de resíduos de pneus, as primeiras regulamentações brasileiras envolvendo pneus surgiram a partir da década de 1990. Em relação à logística reversa no Brasil, pode-se afirmar que esta ação é recente e foi impulsionada por:
-Resolução Nº 416 do CONAMA (2009),
-Política Nacional de Resíduos Sólidos (2010) ;
-Instrução Normativa Nº 01 do IBAMA (2010), surgindo a obrigatoriedade e a fiscalização sobre a cadeia de produção e de descarte.
A logística reversa para disposição de pneus inservíveis aponta para a responsabilidade compartilhada entre fabricantes, importadores, distribuidores e revendas, o que é benéfico para a coleta, uma vez que reduz custos e facilita a logística. Uma das principais iniciativas na área de pós-consumo da indústria brasileira é a Reciclanip, criada em 1999, voltada para a coleta e destinação de pneus inservíveis no país. Desde a sua criação, já foram contabilizados mais de 1.000 pontos de coleta no Brasil, bem como já foram recolhidos mais de 4,1 milhões de toneladas, o equivalente a 821 milhões de pneus de carro de passeio!
Fonte: https://compostcheira.eco.br